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“O ser humano tem desenvolvido muito a ciência e a tecnologia, mas pouco a moral, a ética e as relações humanas. Temos que buscar novas diretrizes que possam reverter esse quadro. É papel das instituições educativas, pois, e principalmente da escola, ensinar nossos educandos a pensar e a refletir. Seu principal objetivo deve ser o de oferecer a oportunidade para que o novo ser possa se tornar uma consciência autônoma, frente a si próprio, aos outros, ao mundo em que vive. Aí entra o papel da Filosofia” (TELES: 1999, p.11).
Brincando com Ariê (Jogo para auxilio na Alfabetização de Crianças)
Jogo para auxílio na alfabetização para crianças. O leãozinho Arie guia as crianças em brincadeiras onde elas associam palavras a objetos. São quatro jogos: jogo de colorir, jogo da memória, jogo das frutas e jogo do caminho.
A cada jogo completo, a criança ganha um medalha, e é convidada a continuar. No jogo, se pode escolher entre a versão em português e hebraico.
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| Arie |
Reportagem (Novas Técnologias nas escolas)
Filosofia para crianças e adolescentes
Maria Helena Campos Pereira
Arte poética é a expressão que remete, em primeiro lugar, para Aristóteles (384-
Uma das contribuições deste filósofo para o processo educacional foi a sua arte poética. E, assim surgiram outras poéticas com autores contemporâneos. Então, analise o poema abaixo de Cecília Meireles, responda o que se pede e faça um texto coerente com a filosofia subjetivista contida no mesmo, porém com pensamentos transcendentais.
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
– de tudo que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar
histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Rua das Casas
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
Sugestões para discussões grupais:
1. Por que o nome o Menino Azul?
2. Que tipo de burrinho quer o Menino Azul?
3. Será que podemos comprar esse burrinho com as pessoas?
4. Se alguém encontrasse o burrinho tinha como levar na casa do Menino Azul?
5. Na sociedade de hoje, que tipo de burrinho procuramos?
6. A admiração é um dos quesitos básicos para sermos bons filósofos, então, qual a parte do poema que mais implica no processo de admirar?
_________
CAMPOS P, Maria Helena. Filosofia para crianças e adolescentes.Fundaçao Presidente Antonio Carlos. Rua Manoel Byrro, 241.Vila Bretas.Governador Valadares: UNIPAC.Curso de Pedagogia, 2012/1°sem
Aos Mineiros e a todos os poetas naturalistas
LETAS MULTICORES[1]
No Parque das Mangabeiras
Perto dos arranhas céus
Viviam muitas abelhas
Com doces lábios de mel
Lá floriu lindas avencas,
Rosas, dálias, cravos mil,
Mas, a donzela das flores
Era o Ipê do Brasil
Casulos e borboletas
Chegavam a sapatear
Mas, a Tieta era esperta
Faziam todos se arrastar
Nos meses de fevereiro
Não tinha briga, nem formiga
No meio da multidão
Era pura… pura… emoção!
O borboletário altivo
Com tantas cores no ar
“Letas” rosas a sambar,
E verdes a sapatear.
E lá na roça, as formiguinhas,
Folhas verdes a cortar
Preparavam o seu deguste
Que o inverno ia chegar.
[1] CAMPOS Pereira, Maria Helena. Letas Multicores. Belo Horizonte: Nas ruas da cidade, 2007 . Este poema foi escrito em 13 de setembro de 2007 , quando a autora em busca de tratamento de alguns pólipos vesiculares, caminhava pelas ruas da capital mineira, Belo Horizonte, próximo ao Parque das Mangabeiras, onde ela extrapolava sua emoção, ao verificar e apreciar a beleza dos Ipês, com flores, rosas e amarelas na primavera Belorizontina. E ao mesmo tempo admirava a quantidade de pessoas, jovens, senhoras e senhores com a moda bem colorida pelos caminhos sem par, como a rodopiar e bailar.
Poema aos Itabirenses e Valadarenses
Pedra Coração, Pedra Emoção
Maria Helena Campos Pereira
Pedra formosa “Boneca”[1]
Que inspira canção
Impulsiona o sorriso
E um aperto de mão.
Boneca veneno
Que às vezes fez chorar
Devido lutas sangrentas,
Que foste testemunha ocular
Se és de ferro não sei
Ou em ferro tornarás
Só sei que és poderosa
Em todo meu linguajar
Seu brilho a muitos encantam
Sua forma e seu tamanho também
Os filhos da Terra a ti cantam:
Sua orla és enfeite sem par.
Boneca que a muitos fez sorrir
Fez chorar e fez cantar!
Seu peito de aço ou de ferro…
A mim inspira emoção e vive em meu coração.
A pedra que hoje me inspira
Também é de uma beleza sem par
As “asas” que a rodeiam
São lindas e nos faz sonhar.
Seu formato é bem diferente
Seu redor, pura emoção no ar…
Venham todos, filhos e andarilhos,
[1] A autora refere-se à Pedra da Boneca na cidade de Itabirinha, terra em que viveu sua adolescência e juventude.
[2] Hoje, aos pés da Ibituruna, ela a denomina de Pedra Emoção, ao observar os asas deltas e toda a vibração no ar.
Dedica-se a todos os Valadarenses e Itabirenses amantes da poesia e de sua Terra Natal.


