GATO ZECA E O AMARGO MEL

 

GATO ZECA E O AMARGO MEL[1]

             Era uma vez….

Em uma região bem ao leste brasileiro havia uma cidadezinha em que viviam pessoas diversas, pobres, ricas e de média situação. E neste contexto,  haviam aquelas pessoas que por diversos motivos sociais e ou familiares se revoltavam com a vida que tinham, uma delas era o Gato Zeca.

Este gato era realmente tremendo! Muito especial para aqueles que conseguiram conhecer sua história de vida: trabalhador, atencioso, educado, bondoso, amoroso, ….

No entanto, ele fez amizade com os amigos de faz de conta e se embrenhou no meio de coisas ilícitas. E no momento em que fazia uso disto, ele se transformava em um verdadeiro Gato do Mato, mas era o Gato Zeca.

Então, os familiares da mãe do Gato Zeca os abandonaram.

Conta a minha avó que a mãe do Gato chegava na casa dela chorando todos os dias porque o Gato Zeca vendia tudo que tinha em casa para manter as amizades de “!faz de conta” e para continuar se lambuzando de um amargo mel, que promove o desequilíbrio pessoal e acaba por destruir toda a família e a sua própria vida.

Assim não dá, disse o seu pai. Vamos interná-lo para um tratamento de saúde. E o fizeram, mas o Zeca fugia da clínica de tratamento, todas às vezes.

Zeca tinha muito medo da morte sabe por quê? Ele enfrentou momentos difíceis em sua vida, incontáveis, e quase se prostrou ao fundo do poço.

Hoje o Gato Zeca diz estar muito feliz. Imaginem por quê? Conseguiu se livrar do “amargo mel” e está convivendo com outras pessoas que lhe ajuda no tratamento. Ele diz entender que o propósito de Deus e a misericórdia dEle é grandiosa em toda a sua existência, e acredita durar para sempre. Moral da história:

Na realidade o Gato Zeca não era tão ruim assim, o que ele necessitava enfim, era de ajuda da sociedade, porque ele era dependente químico.

 

[1] Em parceria com Carolina Freitas Castro

 

Um presente no caminho

UM  PRESENTE NO CAMINHO[1]

Estava triste e sozinho

levantei cheio de amor,

vi o presente no caminho

deparei-me com esta flor.

Essa flor é maravilha!

Imagina que amor?

Mesmo em sol estridente

ela exprime seu clamor.

Muito forte e inteligente

e no calor é sobrevivente,

ao sol, à chuva e à tangente!

Não sei se posso falar,

mas, quero sempre te amar,

Oh,  flor do meu caminhar!

[1] CAMPOS P, Maria Helena e Jocimar². Um presente no caminho. Produção poética compartilhada no Wadshap. ²Acadêmico da ACLAPACT, 19/10/2019.

MÃE, MULHER GUERREIRA

MÃE,  GUERREIRA

Minha mãe mulher guerreira
Aventureira  com olhos do céu
Batalhadora e trabalhadeira
Ama café, leite e mel

Não espera ninguém
Quando quer alguma coisa
Corre  cedo e vai atrás
Do maná que vem do além

Seu trabalho é doméstico
Mas, parece social
Gosta muito de ajudar
Pobre e rico em seu portal.

Não sei o que ela pensa
Quando estás a planejar
Só sei que ela sempre ajuda
Pessoas com seu manjar.

Dona Iza é forasteira
Morou em vários locais
Vala dos Camilos e Aldeia
Mil recantos e mil porteiras.

Ariranha por pouco tempo
Novo Horizonte vai dizer
Lá gerou o último e penúltimo
Dos filhos que eram seis

Renato, Maria Helena e Roberto
Antônio Evaristo e Deraldo
Mas, Deus levou o Humberto.
Com uma virose e tétano

Mãe biológica e adotiva
Seu coração é imenso!
Filho do afeto está vivo
Na mente, no peito e no intento.

Espírito cigano, tinha
Pois meu pai quando decidia
Não pensava duas vezes
E as tralhas iam à noitinha

Agora em Itabirinha és altiva
No viver de Dona Izabel
E no meio aos seus filhotes
Gerenciava um Hotel.

Esperta que nem formiga
Gata borralheira no fogão
Seus degustes são de mel

Sósia da princesa Izabel
Não tem como imitar
Seu jeito de ser é imortal!

Acredito na espiritualidade dela,
Pois,  oração de uma mãe,
Arrebenta as portas do céu!

___________
CAMPOS P., Maria Helena. Mãe, Guerreira. Poema elaborado para sua mãe Dona Izabel Evaristo de Oliveira por ocasião de seu internamento com uma fratura no braço. Governador Valadares: Hospital Regional, MG, 19/10/2019.

AUTOCINESIA

Nesse mundo de problemas
Vivo sempre em um dilema
Será vida ou será morte
Prefiro contar com a sorte.

Pessoas invejam atoa
E vivem de ego que entoa
Sabe lá o que querem da vida
Só sei que meu dia é de lida

Entrelaçado com poesia
Vivo em autocinesia
Mas, importante é respirar
E o mundo glorificar!

Não sei se é anestesia
Mas envolve analgesia
Parece ser amnésia
Que rima com a poesia

A metáfora é euforia
De um ser filosofia
Que vive sempre a imaginar
Poder o mundo humanizar.
______________
CAMPOS, P. Maria Helena. Autocinesia. Itabirinha: Academia Capixaba de Letras e Poetas Trovadores, Cadeira, 16, 2018.

BEATRIZ, DIVINA CRIAÇÃO!

            BEATRIZ, DIVINA CRIAÇÃO![1]

Seu nome tem significância “a que traz felicidade”,

es aquela que ao nascer fez  outras pessoas felizes

não és uma simples  “viajante”, nem “peregrina” hás de ser,

mas, na terra dos amigos és um grande bem querer!

 

Bondosa, delicada e altiva,

com seu olhar muito esperto, bola feita de cristal,

nem parece ser normal, mas é coisa divinal!

 

Es uma menina formosa e travessa,

poderosa e de sorte forte,  anda depressa

e traz em seu interior a marca da promessa,

 

A todos por onde passa encanta com sua beleza,

Seu jeito de caminhar faz o povo se admirar

De sorriso encantador e a leveza da borboleta.

 

Tudo em ti é maravilha, coisa linda “de vovó”,

do papai e da mamãe é puro, puro xodó!

Um encanto de criança que a família pode ter

No seu ser, tudo é lindo, pois é fruto de viver.

 

Ria tudo com a titia, que não cansa de observar

Faz tudo por esta gatinha, troca fralda e dá chuquinha.

 

Isto tudo é poesia, que fala de amor especial,

a Bia é toda imponente, nem parece ser da gente,

esguia tal qual mamãe, forte igual ao papai, que Deus

a conserve assim, com Sua imensa Grandeza

 

Zeus, nem Júpiter pode ser porque sou pequenininha,

Mas, de infinita nobreza, aos olhos do Pai sou maior.

que toda tempestade do mundo, do relâmpago e

do trovão, sou divina criação que veio do coração.

 

Do latim ‘beatus” feliz, a brilhar na escuridão,

sou do amor e emoção, céus de luz,

divina flor, toda cheia de esplendor. E viva Beatriz!

 

[1] Maria Helena Campos Pereira. Beatriz, divina criação. Poema em homenagem ao primeiro aniversário de sua sobrinha. Governador Valadares: www.filoarte.com.br,  10/06/2017

AMOR INCONDICIONAL

 

AMOR INCONDICIONAL E ÉTICA AO AMAR [1] 

                            —@—

Todos somos iguais, mesmo na diferença,

ninguém é melhor que ninguém, devemos

tratar a todos com igualdade e respeito.

Esse respeito leva duas pessoas que se amam

                            —@—

ter cumplicidade entre uma e outra, pode

demonstrar carinho e afeto de forma especial.

É necessário que haja amor e ética, pois são,

fundamentais na vida dos seres humanos.

                             —@—

O amor entre e duas pessoas deve ser sincero,

é importante a confiança verdadeira, um com o outro,

para seguir a história da vida, com ética e confiança.

                            —@—

Os dois rios é como o amor entre as pessoas

passam por turbulência, e a cada turbulência do eu,

eles crescem dia a dia, mas é preciso estar atento

à voz do coração, pois “meu lugar é ao lado seu”.

                          —@—

Sua trajetória está no chão, sem forças para caminhar,

ele está sem direção, diante de uma escuridão.

Dois rios fala, de um amor sem tamanho

comparando à natureza, ao tamanho e à beleza.

                           —@—

Duas vidas se completam, pois ninguém consegue viver

completamente só, a duplicidade na vida é concreta.

Se tem noite, existe o dia, tem o sol, também a lua,

ao completar Deus tudo fez, o homem, também a mulher…

                          —@—

Dois rios na vida existem, dois lados, do bem querer,

se unir para o bem, e os lados que não se conhecem,

existem para serem abraçados, para um conhecer

o outro, mas respeitando suas diferenças.

                           —@—


[1] CAMPOS, Mª Helena Pereira (org.). Aderalda, Aline, Camyla Fernandes, Leidivane,  Letícia,   Mª Aparecida, Solimar. Acadêmicas do 6º período de Pedagogia: Governador Valadares: Unipac, 2017

FILOSOFIA

A Filosofia é contestável controversa

É aprender a conviver

É pensar, questionar, refletir sobre a vida

E refletir sobre si mesmo.

É uma viagem, uma aventura mental!

—-X—-

Uma experiência, uma viagem que te faz pensar,

É refletir o ontem, o hoje, o agora e o amanhã.

É  o brilho no olhar ao perguntar

É querer respostas e procurar entender o que não se entende,

—X —-

Filosofia é tudo e mais um pouco

É falar, perguntar, opinar

É um ponto de interrogação gigante,

Que um dia talvez  quem sabe

Podemos conseguir decifrar.

São concepções e ideias de muitos a filosofar.

___________

¹ Elizângela Augusto F. Peixoto & Oziane da Silva Neves. Filosofia. Acadêmicas do Curso de Pedagogia do INEL – Instituto Educacional Logus LTDA. Itabirinha, 2017.
² Maria Helena Campos Pereira é mestre e doutoranda em Ciências da Educação, professora de Fundamentos Filosóficos da Educação. Itabirinha: INEL, 2017.

 

 

CORRUPÇÃO: DESESTRUTURA FAMILIAR E VIOLÊNCIA BRANCA

 CORRUPÇÃO: DESESTRUTURA FAMILIAR E VIOLÊNCIA BRANCA

                                                                 Maria Helena Campos Pereira[1]

                Entre a massa dos sequestradores, o critério se inverteu, qualquer cidadão que não tenha sinais exteriores de pobreza torna-se um alvo potencial. (BALLONE, 2002)                                         Nos dias atuais, observa-se a partir de noticiários em meios de comunicação que, os sequestradores já não importam muito com as pessoas de classe alta, a cada dia cresce o número de vandalismo e os processos brutais contra seres humanos, acredita-se na possibilidade de ser devido à necessidade de sobreviver, a carência por uma família estruturada ou pela desigualdade social, levando-os a bárbaros sequestros, como meio de sobrevivência ou por visualizarem uma vida com mais conforto.                                                                        De acordo com Ballone (2002), “o sequestro, ao lado da perda de um filho é o pior trauma que se pode sofrer”. Percebe-se através desse comentário que o sequestro é muito doloroso e dramático e pode ser comparado à perda de íntimos familiares.                                           A necessidade de sobrevivência pode instigar para que a violência cresça assustadoramente, e um dos motivos por esse constante aumento, são os sequestros, que assombram toda a população brasileira. O sequestrado leva para o resto da vida o trauma de estar preso em algum lugar, sofrendo torturas e ameaças. E esse trauma o leva a ter medo de tudo e de todos, envolve toda família que também passa a ter os mesmos medos e traumas. Os sequestradores não importam se é pobre ou rico, eles precisam ou querem o dinheiro e correm atrás da próxima vitima.                                                                                                                                 Com isso, as comunidades vivem com famílias estilhaçadas, onde os pais, sobrevivente das tragédias, suplicam por paz para que possam cuidar dos filhos.                                                         E, aquelas famílias traumatizadas, passam a implorar pela paz e segurança, daí a população começa a se conscientizar, a respeito da educação dos filhos, como pessoas dignas, respeitando o próximo, como também estar a cada dia, mais unida com a sociedade na colaboração com planos para combater esse tipo de crime, que muitas vezes pode destruir famílias inteiras. A erradicação dessas ações bárbaras e da violência assustadora é fundamental, porque nenhuma pessoa, independente da classe social está vivendo em paz, mas, acredita-se ainda, na possibilidade de um futuro, onde os filhos possam viver e conviver com segurança.                                                                                                                                                             Em casos de agressões familiares, nas entrevistas com pessoas do grupo de ansiedade e stress, numa das instituições educativas pesquisadas, notou-se que em alguns momentos pode haver um silêncio da vitima. Ela esconde sua dor, seu sofrimento, até a decisão de romper com a violência ou até mesmo morrer nas mãos do agressor. Entretanto, quando uma pessoa vem sofrendo constantemente com a violência, esta, nunca se sabe o que fazer e nem a quem recorrer, porque é mais fraca e submissa ao seu agressor, e também, ao saber de denúncias, ele pode repetir o ato, tomando decisões ainda mais trágicas e até tirar a vida do agredido.                    O mundo vive um grande desespero por causa desses problemas que se alastram a cada dia. Com esta desumanidade, já não se tem segurança da própria vida, por causa de certos indivíduos que não valorizam sua existência e a trocam-na por tão pouco.                                                  Índices de pesquisas da Folha de São Paulo e Rio mostram que acidentes matam muitas pessoas a cada momento como o caso do jovem Gustavo na madrugada do dia 13/03/2002 e muitos outros que é impossível nomear em tempos atuais. Entende-se que a velocidade, a imaturidade e o álcool são grandes causadores da violência de trânsito, acredita-se na falta de conhecimento das leis, na imprudência ao dirigir, na correria diária para o trabalho, no cansaço físico, no sono e outros, assim, o ser humano abusa ao ultrapassar os sinais e desrespeita as placas de sinalização, não valorizam a vida, e faz da direção um caminho fatal. Pesquisas nos informam que a cada minuto morre uma pessoa no trânsito, isto devido a bebida alcoólica que provoca o descontrole emocional e pode causar a morte. (Cidade Alerta)                                                  Tomar conhecimento destes fatos e procurar orientar os jovens sobre esta gravíssima causa é de suma importância, assim como, orientar a comunidade sobre a participação em projetos de conscientização que possam promover ações para minimizar o problema.                             Adicionando a isso, a violência branca, em que não se derrama sangue, também pode ser igualmente terrível, na forma de doenças da sociedade, aliada à fome, à miséria, ao descaso. Então, pergunta-se, o que o cidadão comum pode fazer para diminuir o próprio sofrimento e o de seus semelhantes?                                                                                                                                             Heleieth Saffioti (1997), relata em seu texto que o cidadão vive hoje em uma sociedade sem expectativa, com medo, procurando solução para os problemas da igualdade social. Ela enfatiza o acordar para a realidade, abandonar o descaso, e com o olhar crítico, ver a fome e a miséria que violentamente fere a grande massa popular e as ações caracterizadas como manifestações de violência, as quais abarcam frequentemente uma gama de comportamento.              A violência “branca” ultrapassa o limite da agressão física, ao admitir uma violência de caráter psicológico e moral, até mesmo o tráfico de drogas, de órgãos para transplante, de crianças e a famosa lavagem do dinheiro público podem estar inseridos nesse tipo de violência. Poucos se preocupam, no entanto, este tipo de violência, é mais sutil, ela não é percebida por todos, ou apenas resulte de “uma coisa natural”, não intencional.                                                                  Embora todos falem de paz, os homens vivem se armando. Há violência em todas as cidades, não importa se é metrópole ou não. Não se sabe o que fazer para acabar com esse mau que tem sido preocupação de muitos. A falta de diálogo, as restrições, a ambição incontrolável e a incrível sede de domínio econômico e político podem estar contribuindo para um caminho aparentemente sem retorno.                                                                                                       Será que os projetos políticos pedagógicos fundamentados na multi, pluri, trans e interdisciplinaridade, não poderão contribuir com o desenvolvimento de comunidades mais disciplinadas e harmônicas?                                                                                                                                     Acredita-se que a partir de planejamentos cooperativos, onde o acolher e  regatar valores possam ser os melhores caminhos para se evitar brigas, ameaças e depredações, pois educação se faz com o compromisso e a união de todos. A união pode minimizar competições e promover mudanças no meio em que se vive, porque a vida corre risco a todo o momento.                 Pergunta-se então: O que os homens entendem de paz? A droga e a prostituição são as causadoras da violência? Qual é a paz que eles procuram? Dizem que a paz é como chama, embora silenciosa é ativa e apressa principalmente quando o silencio é cruel. Ela insiste fundamentalmente, quando precisa mudar certos fatos, a paz não significa não fazer nada contra, mas, fazer tudo para o bem de todos.                                                                                                   Lutar contra a corrupção, a favor da justiça, do amor, da democracia e do plano cooperativo pode constituir um dos melhores caminhos para se resolver os males que afetam a humanidade.

Referência

  VALLADARES, Ricardo. O Brasil ensanguentado. Revista Veja. Mês/Janeiro. nº 04. Ed. Abril. P. 90. São Paulo,  2002                                                                                                                             BALLONE. Geraldo. Professor da PUC da Campinas, São Paulo. Revista Veja. Ed. Abril, 2002. P. 41  nº 06.                                                                                                                                                             PEREIRA, Paula e outros. Códigos fora da lei. Rio de Janeiro – Ed. Globo, 2001 – ano lll, P. 77, nº 155.                                                                                                                                                       GOMES, Marlene Baltazar da Nóbrega. Violência intra familiar. EM. Revista Visão Missionária. P. 25, nº 2 – 2º TRI 2002.                                                                                                                             Revista Isto É, nº 1093, ano 2002.                                                                                               SAFFIOTI, Heleieth. Violência em debate. Ed. 1ª. São Paulo. Moderna, 1997 –   P. 20.                 PELLEGRINI, Denise. Revista Nova Escola. Mês/ maio. P. 16, ano: 2002.

1] CAMPOS,  P. Maria Helena. Corrupção: desestrutura familiar e violência branca. Este texto é uma produção coletiva com acadêmicos do Curso de Pedagogia da Faculdade de Mantena- FAMA, num exercício de trabalho participativo com temas de interesse e contextual. Mantena, Minas Gerais: FAMA, 2003/2016.

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