CÓDIGO DE ÉTICA: Uma construção coletiva

Código de Ética: Uma construção coletiva[1]

Lei nº110416 de 04 de abril de 2016

Estabelece as diretrizes e bases do código de Ética para os profissionais da Educação.

TÍTULO – I – Do respeito às pessoas

            A ética é uma palavra chave que deve constar no vocabulário e convivência humana embasada no respeito ao próximo e necessita ser usada por todas as pessoas, independente das posições sociais, principalmente para aquelas que nos representam no Poder Público.

 Art. 1º- De acordo com os acontecimentos vivenciados pelo “mar de lama”  é necessário que:

  • 1º- Haja o respeito por parte dos políticos, compromisso em cumprir todos os seus deveres sociais e com seus eleitores que os instituíram para o poder público.
  • 2º- De acordo com os últimos acontecimentos vivenciados pela população valadarense fica decretado que:

Art. 2º- A falta de respeito com a população está sem limites é preciso ter ação imediata das autoridades competentes do poder Judiciário, da União e da Justiça Federal.

TÍTULO – II – Do respeito ao ambiente

 Art. 1º- Com base em nossos estudos o ambiente escolar deve proporcionar e propiciar os seguintes valores éticos:

  • 1º – O respeito equivale a amar o próximo independentemente da raça, cor ou religião, assim como respeitar é tolerar as diferenças.

I – Fica definido que á partir desta data no curso de pedagogia, a tolerância torna-se a principal ferramenta para a convivência  humana.

 II – Assim fica determinada que haja a tolerância e temperamento equilibrado em todos os momentos para que a convivência seja agradável.

III – Então, a partir desta data, no curso de pedagogia, o “respeito” torna-se a principal ferramenta para convivência. Assim, a prioridade para uma boa convivência entenda-se o respeito, a honestidade, o amor ao próximo como a si mesmo.

IV – Pensar e mudar as atitudes antes de vivenciá-las e ou torná-las concretas, não  julgar o próximo sem a exata certeza e procurar desenvolver o autocontrole de todas as ações.

  • 2º- A positividade é fazer com que o pesado se torne leve, tolerável, ter esperança e confiança em dias melhores.
  • 3º- A honestidade como algo fundamental e necessário, assumindo as ações e suas consequências.
  • 4º- Entender que a interação é saber viver em sociedade e tratar o outro como gostaria de ser tratado.

Art. 2º- Fica definido, a partir desta data, que o uso seguinte e a prática de elogios é livre, devendo ser obrigatoriamente utilizado pelos menos uma vez por dia nas turmas do curso de Pedagogia, levando, assim essa prática para a vida.

Art. 3º-  Define-se também que a partir desta data os alunos de Pedagogia devem respeitar uns aos outros independente do professor estar ou não em sala de aula, ou em qualquer outro lugar, assim como, saber ouvir e falar no tempo certo.

Art. 4º-  Fica determinado ainda que ensinar aos alunos o que é ética e sua importância nos diversos níveis como, por exemplo, ambiente de trabalho, família, escola, grupo de amigas(os) é fundamental e imprescindível.

  • 1º – Não fazer comentários sobre o comportamento ou métodos de ensino de outros professores para não prejudicá-los, apenas em momento apropriado, direcionado ao crescimento de cada um, pois o diálogo é essencial à boa convivência,

Art. 5º –  É imprescindível que a ética seja norteadora do convívio social, de maneira a ser incorporada por cada indivíduo para que a convivência tenha carácter descentralizado, democrático e privilegie a preservação dos recursos naturais, do ambiente e de toda a sociedade.

Art. 6º – É indiscutível que a ética esteja implícita na administração institucional e que esta tenha caráter democrático, postura de descentralização e privilegie a preservação ambiental, o respeito social e os recursos naturais.

  • 1º- Assim, a equidade de participação deve ser garantida e os princípios constitucionais preservados.

TÍTULO – III – Do entendimento Ético e Gestão Pública

Art. 1º-  Entende-se por ética os princípios que se encontram na Carta Magna e no que diz respeito à:

  • 1º – Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e a eficácia.
  • 2º – Ser honestos, administrando os bens públicos, já que estes pertencem a toda sociedade.
  • 3º – Respeitar e ser educado no relacionamento com os indivíduos de uma maneira geral.
  • 4º – A dimensão de ser ético é discernimento ao manifestar opiniões e comentários acerca do outro.

Art. 2º – Assim, fica definido a proibição de qualquer acordo entre empresas e diretores de órgãos públicos e a funcionários de autoescalão sem o consentimento da população Valadarense, seus distritos e regiões adjacentes.

  • 1º – Desde já fica deliberado que a partir desta data, o que ocorrer com os vereadores, a sociedade terá livre acesso, a saber, suas definições e decisões em “respeito” a todos.
  • 2º – O seu direito começa onde o do outro termina; a falta de humildade, de solidariedade, de compromisso, de ética, de amor para com as pessoas atingidas por inesperadas catástrofes, que deixam muitos desabrigados, acidentados e mortos, foi e é a maior ignorância humana e desrespeito.

Art. 3º – Fica definido a incorporação da ética no ambiente escolar, público e privado, sendo obrigatória a tolerância em todas as situações vivenciadas.

.  § 1º-  A ética deve ser apresentada não só dentro das salas de aula como conteúdo de ensino, mas, em todo ambiente escolar, no resgate de valores, amadurecimentos, ao diagnosticar sentimentos, demonstrar solidariedade, contribuindo com a paz  e o amor ao próximo.

.  § 2º-  É compromisso de todos a busca pela qualidade profissional e esclarecer as diversas dúvidas existentes entre os profissionais  e os indivíduos para o crescimento próprio.

  • 3º- A dimensão ética, deve-se estender em todos os âmbitos da vida social, econômica, afetiva e cultural.

Art. 4º – Com base no Art. I, § 1º do Título I, fica definido que os políticos deverão incorporar seus valores éticos, visando o entusiasmo, a justiça e a honestidade.

.  § 1º-  Fica decretado que a partir de então, os políticos de Governador Valadares deverão ser transparentes em qualquer ato tomado perante a sociedade, com isso ser o primeiro Município da região a contar com um código de ética realmente funcional. Para isso,

    I – A sociedade deverá utilizar do seu direito de participação na administração pública e terá que ter livre acesso aos processos administrativos, quanto ao que for decidido para tornar-se ativa e participante em todos os procedimentos fundamentais à sociedade.

   II – Deixar a disposição da sociedade notas verídicas e detalhadas quanto a renda utilizada, quer no gasto ou na arrecadação de impostos e aquisição de bens públicos.

 III – Compete aos vereadores colaborar para o bom funcionamento e atendimento da prefeitura zelando pela imagem da mesma e de todo o interesse da população.

   IV –  Portanto, a ética precisa estar presente na vida profissional e pessoal, assim como na vida pública.

Governador Valadares, 14 de abril de 2016.

_______________ 

[1] CÓDIGO DE ÉTICA- Uma construção coletiva. Alunas (os) do 6º Pedagogia sob a coordenação de Maria Helena Campos Pereira, Professora de Ética e prática educativa. Governador Valadares: Universidade Presidente Antônio Carlos-UNIPAC-GV, 20161.

Ética e Literatura: O menino de todas as cores

O MENINO DE TODAS AS CORES¹

O menino quer viver

Em um mundo de harmonia

Onde o homem, a fauna e a flora

Convivam em eterna sabedoria

                –x–

O menino cansou de escolher

Uma cor preferida pra viver

Descobriu que todos podem crescer

Utilizando todas as cores do ser

                –x–

Azul, verde, rosa,

Lilás, amarelo, vermelho,

Cinza, marrom, preto, branco, laranja

E tantas outras cores que fazem brilhar a esperança

               –x–

O mundo fica melhor

Se cada um doar um pouquinho

De amor, alegria, paciência, tolerância,

Carinho, respeito, honestidade e doçura.

             –x–

Assim, todos podem aprender,

Que ser é mais importante que ter

Todos vivendo igualmente

Tal qual a criação divina, e

Unidos como a beleza de uma poesia.

______________

¹FERREIRA, Claudilene (org).O Menino de todas as cores. Lidiano Belechiano & Lorena Rosa e Mônica Ker. Trabalho elaborado na disciplina de Ética e prática educativa, sob a coordenação da professora Maria Helena Campos Pereira. Governador Valadares: UNIPACGV, 2016.

 

DIAGNÓSTICO DA GESTÃO ESCOLAR NO VALE DO RIO DOCE Uma construção coletiva referente à educação básica.[1]

DIAGNÓSTICO DA GESTÃO ESCOLAR NO VALE DO RIO DOCE: Uma construção coletiva referente à educação básica.[1]

                                                                           Maria Helena Campos Pereira[2]

Resumo

Este texto tem como objetivo apresentar os pontos de melhoria para as escolas públicas do Vale do Rio Doce e adjacências, como forma de se refletir, questionar e replanejar as ações que por ventura estão necessitando de um olhar mais profundo. Utilizou-se para isso, instrumentos da gestão pública com base em Chavianato (2005); Libâneo (2004); Rede ACES e outros.

Palavras chave: 1. Gestão escolar 2. Construção coletiva 3. Diagnóstico em escolas públicas

Introdução

            É difícil falar de gestão de processos educativos escolares em uma academia sem ouvir  aqueles que vivenciam o dia a dia de uma escola para a realização de um diagnóstico coerente com a realidade vivida. Assim, com os fundamentos de Freire(2006), ensinar, aprender e pesquisar não se desvinculam é um ciclo gnosiológico. Por isso, e outros motivos é que se resolveu investigar a prática gestora no Vale das Águas Doces, se assim ainda se pode dizer, ou Mar de Lamas devido a situação atual.

Os itens abaixo apresentam desafios para o gestor, professor, equipe pedagógica e toda equipe escolar para que possam fazer uma reflexão quanto ao desenvolvimento de possíveis mudanças nas organizações escolares, com busca de inovação, novos saberes, dedicação, determinação para a realização de projetos culturas, envolvam pais, familiares e comunidade em uma prática pedagógica participativa e democrática que desperte o interesse e a curiosidade de cada educando, a partir de sua vivência no cotidiano.

A metodologia utilizada foi interligada com reflexões individuais, logo em seguida com diálogos grupais, leitura, observação e análise profunda das necessidades escolares da rede pública do Vale do Rio Doce e municípios adjacentes, bem como, suas causas e consequências, a partir do “Diagrama de Causa-Efeito”.

Os resultados obtidos foram uma sequência de problemas que necessitam ser revisados e melhorados na rotina da educação básica e infantil. Dentre eles, a falta de:

  1. Respeito quanto ao material a escolar;
  2. Interesse entre professores e funcionários;
  3. Diálogo entre pedagogos, professores, monitores;
  4. Infraestrutura;
  5. Projeto Pedagógico Curricular e Projeto Pedagógico institucional;
  6. Gerência do tempo;
  7. Eficácia;
  8. Coerência de Capacitação continuada para professores e equipe;
  9. Monitores para alunos com dificuldade de aprendizagem;
  10. Compromisso do gestor com as atividades escolares globais;
  11. Transparência na prestação de contas com a escola e colegiado;
  12. Estratégia para motivar a reunião de pais;
  13. Convivência equilibrada;
  14. Salas de aula “ambientalizadas”;
  15. Comunicação escola, família para contribuir com o processo de ensino aprendizagem;
  16. Responsabilidade com o “lixo’ escolar ( Projeto 5 “S”);

Então, com base nas reflexões  compostas por mais de 60 (sessenta) profissionais da educação e acadêmicos do ensino superior que estudam a respeito da gestão escolar, eles enfatizam que a vida docente precisa ser reinventada todos os dias, a prática pedagógica do professor não pode ser uma rotina de ações sem sentido e sem amor, é necessário que o professor seja inovador e pesquisador, para desenvolver uma prática significativa e de formação. No cotidiano o professor deve saber provocar novas situações, construir novos cenários, desconstruir e reconstruir conceitos que estimulam a aprendizagem.

O mundo hoje necessita de profissionais nas escolas capazes de modificar as estruturas do ensino escolar, tanto externo, quanto interno, com lutas, mobilização de outros profissionais para que a mudança aconteça, e abra as portas para uma nova educação de fato. A educação é um processo permanente e contínuo porque nunca acaba, e os profissionais da área necessitam ser pacientes, porque os resultados nem sempre aparecem imediatamente, por isso o professor tem que ser confiante, ter uma atitude positiva, ser justo e compreensível ao avaliar seu aluno, tendo os resultados como ponto de partida para o recomeço de novas dificuldades a serem superadas e novos saberes a serem adquiridos, a partir do processo de ensino e aprendizagem.

O professor tem que estar preparado, ser capaz de explorar novas situações, novos limites, se expor a novas buscas para fazer a diferença na vida de seus educandos, com a responsabilidade de formar cidadãos conscientes, reflexivos de seus direitos e deveres, com posturas reflexivas e ponderadas, porém com criticidade no meio social.

Portanto, não é possível mais brincar de formação dos educandos, porque a educação não pode ser confundida com o consumo e o sistema de produção. É claro que está relacionado, mas, o processo educativo é transcendente e vai além dos muros da escola, com uma significância que se responsabiliza pelo resgate e incremento dos valores éticos/morais e culturais.

Referências

 CHAVIANATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 2005

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Altonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra 1996.

LIBÂNEO, José Carlos. O sistema de organização e gestão da escola. Rio Grande do Sul: Alternativa, 2004/2013

REDE ACES – Rede de Ambientalização Curricular no. Ensino Superior. Disponível em: nsma.udg.es/ambientalitzacio/web_alfastinas/…/Aces2/03Capitol2.pd

 

 

[1] Prof. Maria Helena Campos Pereira e Acadêmicas do 7º Pedagogia 2016/1. DIAGNÓSTICO DA GESTÃO ESOLAR NO VALE DO RIO DOCE: Uma construção coletiva referente à educação básica. Governador Valadares: UNIPAC –GV, 15/2/2016.

 

[2] Maria Helena Campos Pereira é mestre e doutoranda em Ciências da Educação com linha de pesquisa em Inovação Pedagógica e Educação Ambiental pela UMa e FUNIBER. É professora da Universidade Presidente Antônio Carlos – UNIPAC GV e Faculdades Associadas de Patos – FIP.

Ética: Burrinho Parceiro

                       Burrinho Parceiro¹

Meu burrinho parceiro,

Vem comigo passear!

Por paisagens verdejantes,

ele vai de mim cuidar.

–x–

No curso de um rio comprido,

Nós iremos galopar,

Pois meu Burrinho parceiro,

Vai trotando até o mar.

–x–

E no meio do caminho,

Histórias ele vai contar.

O tempo vai passar depressa,

E mais leve tal passarinhos

O Burrinho vai me faz ficar.

–x–

Os sapos vão coaxando,

E a noite já vai chegar,

Mas, não vou ficar com medo,

Meu Burrinho é corajoso

E do caminho conhece o segredo.

–x–

O meu Burrinho é parceiro,

Nem quer parar pra descansar

Quer logo me dar alegria

E o meu sonho realizar.

–x–

O mar já vou avistando,

Tanta paz, nem dá pra explicar.

Parceria muito boa

Igual esta não há.

–x–

E no mar nós já chegamos,

Já nem sei o que falar,

Só quero agradecer meu Burrinho

Por meu sonho realizar!

_______________________

¹CRUZ, Priscila Sila da. Burrinho Parceiro. Priscila Sila da Cruz, Flávia Gomes Geber,  Juliana Pereia Batista Silva, Leiliane Mendes Ferreira, Luana Oliveira & Michelle Ribeiro Avelino. Construção Coletiva sob orientação da professora Maria Helena Campos Pereira em “Ética e Prática Educativa”. Governador Valadares: UNIPACGV, 2016.

 

Ética: A menina cor-de-rosa

A menina cor-de-rosa¹

Era uma vez uma menina cor-de-rosa

Que tinha a qualidade de ser muito amorosa

Sonhava com uma companhia que fosse zelosa

E que tivesse uma alma caridosa.

–x–

Em um mundo sem esperança

Procurava alguém com  cumplicidade

Que lhe transmitisse confiança

Para viver a plena positividade

–x–

E junto dessa amizade

Espalhar pelo mundo, gentileza e humildade,

Doçura, determinação e espontaneidade

Pra levar à humanidade, uma mensagem

De paz, harmonia, amor e igualdade.

_________

¹PEREIRA, Gleiberson Dias Martins(org). A menina cor-de-rosa. Governador Valadares: UNIPACGV, 2016. Gleiberson Dias Martins Pereira, Jéssica Priscila E. Oliveira, Juliana Olívia Vasconcelos, Lívia Barros & Késia Goularth da Costa. Produção coletiva sob a coordenação da Prof. Maria Helena Campos Pereira em aula de “Ética e prática educativa” com fundamentos de Cecília Meireles.

Ética: O Menino Roxo

O Menino Roxo¹

O Menino Roxo queria um burrinho

Que lhe tratasse com muito amor e carinho.

Mesmo que andasse com meiguice na face,

Não importaria, desde que fosse o burrinho que  tivesse alegria.

–x–

Um burrinho tolerante, com um coração gigante,

De olhos delicados e memória de elefante.

Pois assim, se lembraria dos momentos de alegria,

Com bondade, carinho e generosidade.

–x–

Um burrinho justo e leal

Que saiba ser  social.

Mesmo que não use palavras,

O seu olhar irá dizer, pois com sinceridade

E tolerância poderemos convier.

–x–

O Menino queria um burrinho

Que pudesse compartilhar,

As belezas do mundo de lá,

Um mundo só meu, só nosso,

De quem quiser imaginar,

Desde que esteja disposto,

A sua vida transformar.

_________

¹ SOUZA, Angela Maria de (org). O Menino Roxo. Governador Valadares: UNIPACGV, 2016. Angela Maria de Souza, Claudia Pereira Souza Reis, Juscelene Damesceno Gonçalves,  Rosimar de Souza Freitas & Eliene Nunes Silva. Produção coletiva em aula de “Ética e Prática Educativa”, sob coordenação da prof. Mª Helena Campos Pereira, com fundamentos de Cecília Meireles.

Ética: Coisas do Coração

Coisas do Coração¹

Se eu fosse fazer um poema

No compasso em que meu coração bate

Sairia logo escrevendo

Tudo que falo é verdade.

—x—

Mas seguindo meu coração de fato

Resolvi escrever com muito carinho

Palavras lindas e emocionantes

Ao meu verdadeiro amigo.

—x—

Você é educado, manso e agradável

Minha vida ao teu lado faz mais sentido

Rumo ao Norte, Sul, Leste ou Oeste

Estarei sempre contigo.

—x—

¹ MACHADO, Daniele Christine Oliveira. Coisas do Coração. Governador Valadares: UNIPACGV, 2016. Elaborado em sala de aula, após a reflexão do poema “O Menino Azul” de Cecília Meireles. Coordenação de Mª Helena Campos Pereira, professora de “Ética e prática educativa”.


					

Ética: A menina que colhia valores

A menina  que colhia valores¹

A menina  companheira

Agradável que passava  confiança

A todos por onde  andava.

Educação, simpatia

É o que não faltava

Nesta linda  menina

Com sua  alegria  colhia grande  valores

Solidariedade, generosidade e ousadia.

Amorosa e extrovertida

Todos aprendiam com a bela menina

Persistente, respeitável, paciente são

Valores que a menina colhia

Essa menina tão amável, agradável

Que vivia a sonhar

Sonhava com um mundo melhor

Que o amar não iria faltar.

Vivia a sonhar com pessoas melhores

Que soubesse respeitar

E que neste mundo de sonhos

As pessoas soubessem amar.

 

______________________

¹ RAMOS, Biangi (org). A menina que colhia valores. Kenia Delpreste, Dalgisa Alves, Suestinaly, Thais Ferreira de Andrade. Governador Valadares: Faculdade Presidente Antonio Carlos, UNIPAC/GV, 6° período de Pedagogia sob a orientação da professora de “Ética e prática educativa” Maria Helena Campos Pereira, 2016/1.

 

 

Ética: O Menino Encantado

        O Menino Encantado

Era um menino educado, agradável e tão amável.

Esse menino encantava todos por onde passava

Por ser um garoto admirável.

 

Compreensivo, respeitável e companheiro

Eram alguns valores que este menino possuía.

Encantado pela vida, pela natureza.

Vivia em uma casa onde não cabia tristeza.

 

Alegre, paciente, persistente era como ele vivia.

Esse menino encantador,

Tratava todos com carinho e harmonia.

Esperança era o que esse menino transmitia.

 

Em um mundo colorido ele sorria,

Levando a todos a sua alegria.

Toda a amargura, deixada de lado,

Pois ela não servia para a doçura do seu mundo encantado.

 

[1] SOUTO, Luciana Loise Dias.  O Menino Encantado. Governador Valadares: Faculdade Presidente Antonio Carlos, UNIPAC/GV, 6° período de Pedagogia sob a orientação da professora de Ética e prática educativa, Maria Helena Campos Pereira, 2016/1.

 

PROPOSTA DE PROGRAMAS EDUCACIONAIS GLOBALIZANTES, UMA POLÍTICA DO MERCOSUL.

                                                                  

PROPOSTA DE PROGRAMAS EDUCACIONAIS GLOBALIZANTES, UMA POLÍTICA DO MERCOSUL

                                               Maria Helena Campos Pereira  – maria-helenacampos@hotmail.com

RESUMO

O tema gestão pedagógica na perspectiva contemporânea, tem como problema a seguinte questão, como contribuir com a gestão pedagógica a partir de teorias contemporâneas? Por isso, elaborou-se o seguinte objetivo, refletir a respeito da gestão pedagógica com apresentação de propostas e visão de inovação para possíveis melhorias em processos educativos contemporâneos. Neste contexto, a proposta foi estruturada nas concepções teóricas de Sousa e Fino (2005), quanto a inovação pedagógica e a teoria social com abordagem etnográfica na educação. Freire (1976), com a ideia de que ensinar exige autonomia, criticidade, ética, estética, criatividade; Morin (2002), com a concepção humanística e interdisciplinar na complexidade do sujeito; E ainda aos dilemas da pedagogia crítica social de José Carlos Libaneo. Para isso, utilizou-se estratégias metodológicas de analogias e revisão bibliográfica de teorias educativas contemporâneas com os seus precursores, a partir das apresentações da professora Profª Dra Lhiana Mª. Catunda Bonfim no seminário de doutoramento em ciências da educação na Uniaméricas de Fortaleza. E ainda, a síntese de práticas educativas e experiência investigativa da autora com mais de 20 anos de docência em ensino superior no Estado de Minas Gerais, Brasil.

Palavras chave: Gestão pedagógica, perspectiva contemporânea, visão de inovação, relações Interdisciplinares.

 INTRODUÇÃO

A questão da cultura como libertação humana, o papel social da educação, seu caráter e posturas técnicas, políticas e humanas, o contexto da subjetividade e a organização do trabalho dos gestores em uma perspectiva contemporânea e ética, bem como as relações interdisciplinares, a visão de inovação no contexto educativo e ainda os dilemas da pedagogia crítica social de José Carlos Libâneo contidas em seu livro “As Teorias Modernas Revisitadas pelo Debate Contemporâneo na Educação” são alguns pontos tratados neste texto. Apresenta algumas contribuições de sua experiência enquanto gestora durante anos, bem como, as concepções de Freire (1996) e Morin (2002), de modo a articulá-las com as teorias contemporâneas e os desafios da sociedade atual, marcada pela crise de valores.  Todavia, tem como problema a seguinte questão, como contribuir com a gestão pedagógica a partir de teorias contemporâneas?

As transformações da educação nas últimas décadas foram profundas, apesar de terem sido dominadas pela política do custo-benefício, a crise da universalização, a supremacia universitária, as contradições entre as funções tradicionais de gestores e profissionais da educação, que de um lado, pregava-se a produção do conhecimento de qualidade, e os agentes da economia a procura da organização do ambiente com base nos pilares da qualidade, tais como, custo, atendimento, organização, dentre outros. De outro lado, a importância da diversidade cultural, do pensamento crítico e questionador, a necessária formação de conhecimentos exemplares, científicos e humanísticos, bem como o sujeito integral.

No entanto, a incapacidade de gestores nas diversas esferas educativas, para desempenhar satisfatoriamente suas funções, e muitas vezes contraditórias, levara a máquina do poder e os agentes da economia a procurar fora do contexto educativo, meios e propostas alternativas que resolvessem a problemática do processo de ensino para atingir os propósitos de uma educação em que seu trabalho pudesse refletir no meio social, como foi o caso do financiamento pelo BIRD na esfera educativa e estatal mineira de projetos inovadores que pudessem melhorar educação nas escolas em situação de risco.

Dessa forma, a complexidade organizacional superior deixara a instituição educativa em crise, pelo fato de não postular ações consensuais face às contradições de ensino, tais como métodos, processos, concepções teóricas, materiais didáticos, e também a hierarquização dos saberes especializados, dos quais as competências eram restritas a especialistas credenciados de cada área específica. Por outro lado, existia a luta pela democratização do saber em governos totalmente autocratas, hierarquizados e radicais em seus propósitos de liderança centrada. E, ainda, em outra dimensão as exigências com uma comunidade educativa elitista, mas que os familiares reivindicavam a igualdade de oportunidades para seus filhos de classes populares. Com tudo isso, a crise das organizações educativas resultava em contradições no âmbito gestor, e na reivindicação da autonomia pedagógica e definição de saberes necessário a essa prática, bem como, a definição e resgate de valores, como também, a missão e visão das instituições educativas, com base inclusive em modelos empresariais de outros países, como Japão e Estados Unidos. Dessa forma, houve uma pressão crescente para submeter às organizações educativas em modelos empresariais a critérios de eficácia e de produtividade em prol da responsabilidade social.

Neste contexto, a nossa contribuição para a área da educação é resgatar o humano numa época em que se configura o avanço da formação tecnológica e a rede de comunicação se amplia, mas a família, a base da sociedade, se desestrutura a cada dia, e os gestores escolares tornam-se incapazes de gerenciar seus processos educativos em termos de formação ético-cultural, das diversas possibilidades de humanização da humanidade e inteligências do ser humano. É difícil falar de inovação se os problemas sociais continuam se expandindo e a questão pedagógica não tem sido satisfatória para processar contínua melhoria nos processos sociais.

Neste ponto de vista, a produção textual tem como objetivo refletir a respeito da gestão pedagógica com apresentação de propostas e visão de inovação para possíveis melhorias em processos educativos contemporâneos.

 Visão de inovação e ética

 A visão de inovação pedagógica, neste contexto de avanço das tecnologias, requer do gestor e de sua equipe, a incorporação de perspectivas éticas, o reconhecimento da necessidade de mudança, assim como, o convencimento e avaliação dos projetos de inovação durante os processos de execução e decisórios. Ele deve decidir e aceitar junto com o grupo a inovação, que gerou as transformações advindas das ações do projeto inovador e comunicar as decisões sucedidas a todas as unidades da organização, como também, agir de forma a traduzir a decisão em fatos reais, e ainda, formalizar as decisões com posturas éticas e convincentes para a sua realização. Nesta linha de pensamento organizacional, busca-se em Libâneo (p.52), quando se menciona ao terceiro dilema referente as formas de organização institucional no que tange aos objetivos de ensino e a organização curricular. Ele argumenta que a moral universal no discurso da escola tem sido discutida como a não possibilidade de existir, por depender de contextos particulares da vida dos alunos e da comunidade. Mas, considera que pode ser um elemento de contestação de certos efeitos do contexto social e do funcionamento institucional que agem na lógica da discriminação e da desigualdade. (Libâneo e Bonfim, 2014, (apud Forquim, 1993). Assim, é difícil falar de inovação se ainda existem gestores que fazem vista grossa aos processos desiguais e discriminatórios, e ainda mais, os discursos da ética como tema transversal foi inserido pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs desde 1997.

           E para incrementar as reflexões sobre ética retomamos a Libâneo (p.51), quando se refere ao universalismo e ao relativismo em seu primeiro dilema. Ele afirma que a ética deve estar presente especialmente nos objetivos da educação escolar e ainda na existência do pluralismo das culturas, das diferenças e dos valores universais. São adequadas também, as observações de Freire(1996), ao criticar o ensino e considerar que ensinar exige ética e estética. Vale lembrar o filósofo da complexidade, Morin(2002), já na contemporaneidade, ao escrever os sete saberes necessários à educação do futuro, em suas ideias conclusivas expressa no sétimo saber que a ética do gênero humano, significa a trilogia de ser indivíduo da espécie humana e fazer parte da sociedade universal em prol da humanização da humanidade.

Neste foco, defende-se também as teorias e psicologias humanistas como a de Carl Roger ao considerar que “os educadores precisam compreender que ajudar as pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se matemáticos, poliglotas ou coisa que o valha”.

Então, é necessário rever valores e posturas no processo da gestão educativa, pois a concepção conteudista pode ter grande valia cognitiva, no entanto, a formação para a vida toda depende fundamentalmente, da integração das concepções, em que o professor se insere no contexto de facilitador e coordenador da aprendizagem e o aluno como principal objetivo da educação. Por isso, a empatia, a autenticidade e a aceitação incondicional do outro são pré-requisitos aos educadores-formadores de fato. (Ibidem)

Neste contexto teórico contrapondo-se à conjuntura social de violência exacerbada, a inteligência humana deve estar além das perspectivas contemporâneas e terrestres, o modo de ser de cada gestor/educador implica na visão mundial globalizadora. Ser ético é primordialmente respeitar o outro, porque o respeito envolve uma série de outros valores que fazem parte da cultura de muitos seres humanos. E toda cultura é constituída por traços materiais, mentais e comportamentais. Assim, os materiais representam todas as coisas construídas pelo homem, os mentais estão relacionados às ideias, crenças e valores, e os comportamentais referem-se aos hábitos sociais de um povo, tais como, abraço, beijo, afago, aperto de mão, aceno e outros.

Gestão pedagógica e valores éticos.

Deste modo, a sociedade é formada por padrões culturais de comportamentos construídos por ela, e a qualidade dos traços culturais que ajudam a socializar e formar a personalidade da pessoa é impossível de se calcular. No entanto, existem algumas distorções que invadem o mundo sócio político em nome da ética, por exemplo, a ética da conveniência, a qual defende as práticas inescrupulosas em nome do grupo ao qual pertence. Neste caso, sugere-se que antes de se defender qualquer assunto que se diz ético propõe-se que reflitam e reflexionem a respeito de, qual é a minha postura quanto ao lugar da ética nas relações entre as pessoas, e indaguem como se apresenta, nos diversos ambientes sociais. Isto se tornou preocupante devido à dimensão e inversão de papéis no cotidiano das pessoas. E tem sido recorrente as cínicas justificativas amparadas no discurso que se diz politicamente correto, ecologicamente sustentável, economicamente viável para as irregularidades, que são assistidas muitas vezes no cotidiano da mídia.

No entanto, de acordo com os conceitos clássicos, o termo ética provém do grego ethos, que significa caráter, modo de ser de uma pessoa.  Pode-se dizer que é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. Ela é construída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais. E do ponto de vista da Filosofia, a ética é uma ciência que estuda os valores morais de uma sociedade e seus grupos, mas não deve ser confundida com a lei, embora com certa frequência a lei tenha como base os princípios éticos. (Chaui, 2005 & Morin, 2002)

Entende-se que na complexidade de uma organização, a interdependência dos processos, da gestão físico-estrutural, dos sistemas e das pessoas contribuem para a melhoria das estratégias e propósitos de seus líderes e liderados, no entanto, os líderes devem estar atentos a todo o momento diante do complexo organizacional. E ao retomar Freire (1996), ensinar exige a consciência do ciclo gnosiológico: ensinar, aprender e pesquisar. Portanto, há de se convir que este ciclo seja imprescindível em qualquer gestão, principalmente na educacional, inclusive pode-se dizer que é uma inovação pedagógica no campo da pesquisa, porque apesar de Freire ter insistido nesta concepção desde os anos 90, a realidade não é verdadeira, e os gestores necessitam apropriar-se deste conhecimento, uma vez que ele afirma não haver docência sem discência.

Com base em seus postulados pode-se dizer também, que não há formação ética sem uma gestão democrática que convide os seus liderados a participarem dos processos coletivos, sem posturas totalitárias, pois o convite é caloroso, ao contrário da convocação que instiga a um pensamento vertical e críticas ao processo consensual. Assim, ainda com as concepções freireanas, ‘ensinar é uma especificidade humana’, por isso, o querer bem aos educandos e funcionários, a disponibilidade ao diálogo, o comprometimento e a compreensão de que a educação é uma forma de intervenção no mundo são teorias até repetitivas no meio educativo. No entanto, para intervir no mundo, é necessária a inovação pedagógica, que na concepção de Fino (2005), é “ver para além do imediato”.

Gestão contemporânea e as relações Interdisciplinares.

 Entende-se que a educação nos vales brasileiros necessita desta inovação pedagógica imediata para olhar além das quatro paredes alfabéticas, com vistas ao contexto social em que se vive, com olhares também ao contexto sócio planetário. E reafirmando estes fundamentos, Morin (2002) considera que nestes tempos contemporâneos faz-se necessário e urgente, uma educação interdisciplinar e humanizadora, onde o ser humano sobrepõe o irracional, como tem acontecido na sociedade atual.

Então, propõe-se que se organizem o trabalho pedagógico inovador numa perspectiva ética, inter e multidisciplinar. É conveniente para acontecer isto, que as ações sejam realmente democrática, dialógicas, eficazes e os líderes possuam competência humana para buscar continuamente, a socialização dos envolvidos com entrosamento, incentivação e possam estar motivados ao trabalho, procurem a sua autoestima, e os gestores sejam íntegros, com aperfeiçoamento de seus valores, praticando-os de modo consciente em seu dia a dia, necessitam  cultivar, semear e corporificar[1].

Acredita-se e propõe que todos incorporem e demonstrem: a flexibilidade, disponibilidade, altruísmo, abertura, empatia, admiração, alegria, amor, auto respeito e clareza, que tenha uma comunicação eficiente, concentração, confiança, coragem, seja inovador em todos os propósitos, tenha visão holística, cuidado e zelo pelos trabalhos administrativos e pedagógicos, seja pesquisador e atuante, que prime pela cooperação e planos cooperativos interdisciplinares.

Há de se concordar que sejam impossíveis as vivências interdisciplinares, sem cortesia, sem saber ser ouvinte, ter criatividade, flexibilidade, desapego aos conteúdos e disciplinas, ao invés de se sentir donos como especialista da área. Propõe-se que seja ativo, reconheça os seus erros, tenha precisão e pontualidade, que haja tolerância, e esta última inclusive está prevista no artigo 3º da Lei 9394/96 LDBEN – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, por ser um dos valores fundamentais ao processo educativo e para o desenvolvimento de pessoas um pouco mais equilibradas. Há de convir que nesta concepção, o gestor que se preocupa com a inovação pedagógica, deve ser humilde, porém com autoridade, ter coesão e coerência em suas ações, ter poder com convicção de propósitos e visão de futuro. Além desses, o importantíssimo é saber perdoar, ser verdadeiro, sábio, sereno, simpático e positivista, como também, ter força e coragem para visualizar ‘além do imediato’.[2]

Associado a estes valores éticos que na visão da autora é um processo de inovação pedagógica, acrescenta-se ainda a constante busca pela paz, a qual requer leveza no ambiente das organizações e implica em serenidade, respeito mútuo, benevolência, acreditar em si e nos outros, oportunizar a liberdade para as ações metodológicas inovadoras, objetividade, ser responsável e incitar momentos de prazer, de felicidade e de humor, porque diante da evolução da humanidade, dos avanços tecnológicos e das sociedades em redes, o caminhar com propósitos de transformação e adesão a explosão dos espaços de conhecimento tornou-se uma tarefa não só de interesse e desejos, mas de necessidade. E para isso, o respeito aos outros seres humanos e a gerência do EU é de fundamental importância para que as relações intra e interpessoais sejam uma constante na vida das organizações e a harmonia ambiental faça parte de um ambiente saudável aos olhos de todos. Ser “caçador de mim[3], ser verdadeiro, usar de dinamismo e transparência em suas ações sempre que necessário, no entanto, saber guardar sigilo em diversas situações, como também, em casos de avaliação institucional, saber desculpar e ser sensível ao administrar conflitos em mementos imprescindíveis. E também, além dos aspectos cognitivos, comunicativos e sociais, é de fundamental importância a espiritualidade, pois diz um dito popular que a fé, remove montanhas e Fritjof Capra, autor da teoria contemporânea espiritualista, considera que a humanidade necessita não só dos Físicos, mas das atitudes espirituais, a nosso ver, que transcendem a objetividade.

Em uma gestão com visão de inovação pedagógica pode-se dizer que é gerenciar com qualidade o ambiente em que se vive e acreditar que o impossível pode estar próximo. Então, se ficarmos atentos, poder-se-á descobrir que o possível é transcendente e amplo, e muitas vezes ele deve ser inventado e ou inovado, por isso, a organização do trabalho pedagógico, bem como, seu desenvolvimento com eficiência requer idealismo e ao mesmo tempo o realismo, estar em constante aprendizagem, ter um ótimo relacionamento e empatia, ser persistente e perseverante, acreditar nas pessoas com as quais trabalha e ter humildade, procurar constantemente o resgate de valores ético-culturais, ser autoconfiante, ter espírito de doação e muita paciência, para esperar o resultado acontecer e não atropelar a equipe. Deve ter praticidade em seus planos e metodologias para evitar projetos mirabolantes sem objetivos. O gestor necessita se organizar de tal forma para que haja a interconexão dos líderes e liderados nos processos da gestão.

Ideias conclusivas

Ao retomarmos aos programas educacionais nesta perspectiva, cujo problema está contido na visão de como contribuir com a gestão pedagógica a partir de teorias contemporâneas, não se deve esquecer que as políticas para o Mercosul necessitam estar voltadas para propostas globalizantes, porém não se esquecendo do individual porque o sujeito é fator primordial para que entendam os valores que comandam a sua vida.

As leituras e  vivências interdisciplinares consistem em posturas que requerem do gestor um direcionamento com metas criativas, eficazes e ousadas. Muitas vezes os pedagogos estudam com o objetivo de atuar como professor-educador, no entanto, o leque de possibilidades  na carreira deste profissional é imensa como aconteceu com a história de vida desta autora.

Portanto, ser gestor não é por acaso, pode acontecer, eles não desabrocham do solo como a relva em tempos chuvosos, são produtos de uma temporada em movimento. E seus propósitos de inovação pedagógica se iniciam na alma, nos sonhos e nos pensamentos, perseguem a perfeição do momento, na ‘incansável busca do inatingível’[4]. As pesquisas etnográficas, a criatividade e a arte devem fazer parte constante dos assuntos, atividades e projetos de uma gestão inovadora. E, a forma em que se refere à metodologia de interligação entre uma teoria e outra são por ser difícil separar o contexto em que se inserem as coisas, objetos, até mesmo as pessoas porque ‘a vida é interdisciplinar’[5], são 75% de água a composição do corpo humano e todos os órgãos estão interligados entre si, daí a necessidade de gestores pesquisadores que utilizem as diversas formas de investigação e concepções teóricas porque o sujeito é ativo com precisões diversificadas.

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CAMPOS, P Maria Helena. Proposta de programas educacionais globalizantes, uma política do Mercosul. Trabalho  apresentado à Comissão Científica do Curso de , da Universidade das Américas – Uniaméricas, como requisito básico da disciplina de Teoria  Educativas Contemporâneas, sob a orientação da Profª Dra Lhiana Mª. Catunda Bonfim.  Educação e Inter-relações Políticas, Sociais e Culturais. Fortaleza: Doutorado em Ciências da Educação, T2 , 2014.

Referências

[1] Corporeificar, expressão de Freire (1996), ao referir-se à postura e vivência ética.

[2] Além do imediato, expressão de Carlos Nogueira Fino e Jesus Maria de Sousa, ao referir-se à inovação pedagógica. Funchal, Portugal: UMa, 2005.

[3] Caçador de mim, música de Milton Nascimento, cantor mineiro que foi preso e exilado por expressar seus sentimentos e mesmo na prisão consegue escrever esta linda canção, e diz que às vezes somos mansos, às vezes atroz, doce ou feroz, mas eu caçador de mim.

[4] CAVALHEIRO, Marco. Inatingível. Revista Outros Ares. Junho 5, 2011. http://outrosares.wordpress.com/2011/06/05/inatingivel/

[5] Grifo nosso

BERTRAND, Yves. Teorias Contemporâneas da Educação. Lisboa, Portugal: Instituto Piaget, 2001.

BONFIM, Lihana Maria Catunda. Teorias Educativas Contemporâneas: Material Didático. Fortaleza: Uniaméricas, Doutorado T2, 2014,

CAMPOS, M.H.C.P. Las relaciones interdisciplinarias en los proyectos educativos. Havana, Cuba: ISPEJV, 2002.

CHAUI, Marilena. Convite a Filosofia. São Paulo: Ática, 2005.

FINO, Carlos Nogueira. A etnografia enquanto método: um modo de entenderas culturas (escolares) locais. Funchal, Portugal: Universidade da Madeira, UMa, 2005.

FORQUIM, Jean-Claude. Escola e Cultura. Porto Alegre: Artes Médicas , 1993. (apud) Lihana Maria Catunda Bonfim. Teorias Educativas Contemporâneas. Fortaleza: Uniaméricas,  Doutorado em Educação T2, 2014.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

LIBANEO, José Carlos. As teorias pedagógicas modernas revisitadas pelo debate contemporâneo na educação. (in texto impresso, Doutorado em Educação. Teorias Educativas Contemporâneas. Prof. Lhiana Maria Catnda Bonfim. Fortaleza: Uniaméricas, 2014.

MEC. Art. 3º, Lei 9394/96. LDBEN – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasil, 1996.

MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs. Brasília, DF, Brasil: SEF, 1997.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários a educação do futuro. Brasília, DF, UNESCO, 2002

RICHARDSON, Roberto Jarry,( et al). Pesquisa Social: Métodos e Técnicas. São Paulo: Atlas, 1985.

SOUSA, Jesus Maria de & FINO, Carlos Nogueira. Inovação pedagógica. Funchal, Portugal: UMa, 2005.