Enquanto o calor atear

                                                                Enquanto o calor atear
                                                                                  Maria Helena Campos Pereira[1]
Enquanto o calor atear
O oceano bramar
A poeira levantar
Eu a imaginar ….
Calor de arrebentar
Muita gente a se abanar
Ventos sopram lá e cá
No vai e vem da vida
Enquanto o calor atear
A pedra esquentar
Os  asas delta a  saltitar
As nuvens  a  colorear
Fico a imaginar
Quanta gente a viver
Com ar  puro e a sofrer
No inverno e no verão…
Muita poluição!
Violência na multidão
Drogas, vidas no ribeirão
Corpos frios, mentes no chão…
Ita, vida que beleza
Tu és de eterna grandeza
Ao teus pés tudo é alegria
Na época dos bóias frias…
Valas…, dares  aos teus pés
Deste apoio a multidão
Gente de todas as raças
 Idades e de turbilhão…
Teus vales são de calor
Vento forte  e muito amor
Montanhas e Minas a borbulhar
Que afagam o benfeitor…
Com fagulhas e bom humor
Estratégias de abrigar
Enquanto o calor atear
Fico a imaginar, povos a bramar!
Para a vida  atenuar.


[1] CAMPOS Pereira, Maria Helena. Enquanto o calor atear. Poema dedicado aos Mineiros, a Itabirinha e a Governador Valadares. GV: Conte, 2010.

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